Russia

A Rússia é um país cristão, mas ortodoxo, que é um dos ramos em que o Cristianismo se dividiu.
Na Rússia, São Nicolau é a figura mais popular do Natal. Ainda por cima, festeja-se nesse mês, mas no dia 6.
A maior parte dos cristãos russos são da Igreja Ortodoxa, e jejuam até ao dia 6 de Janeiro, a véspera do seu Natal... É que a Igreja russa usa o calendário juliano, por isso o Natal calha 13 dias depois do nosso.
Com o regime comunista, nada que fosse religioso era festejado, mas hoje, a figura de uma velhinha chamada Babuschka, voltou a trazer prendas às crianças.
O jantar de Natal não tem carne, mas é festivo: come-se (entre outras coisas) uma papa chamada kutya, feita de bagas e cereais (simbolizam a esperança e a imortalidade), e de mel e sementes (garantem felicidade, prosperidade e paz).
Come-se do mesmo recipiente, significando a unidade da família.
Algumas famílias lançam uma colher de kutya ao tecto: se ficar colado, haverá muito mel.
As casas são abençoadas. Depois da Missa do Natal, as pessoas levam velas e outras luzes em procissão, rodeando a igreja. Quando terminam há cânticos e só depois cada família vai para a Ceia de Natal.

Japão

No Japão, o Natal não se celebra oficialmente, pois menos de 1% da população é cristã, mas este festa respeita-se devido à influência ocidental que os japoneses tiveram ao longo da sua História.
Para além disso, o Japão também produz decorações de Natal para exportar.
Por esta razão, e pela troca de prendas em sinal de paz e amizade, os japoneses integraram alguns destes costumes na sua cultura, incluindo a árvore de Natal e o peru (!).
Há um deus da religião japonesa (o xintoísmo) chamado Hoteiosho que traz prendas.
Como tem os olhos na parte de trás da cabeça, observa com facilidade o comportamento das crianças japonesas.

Itália

Tal como em Portugal, retoma-se a tradição de anunciar o Natal! Tocadores de gaita de foles, os zampognari, vêem-se a oferecer a sua música em vários locais durante o Advento, em Roma e tradicionalmente no sul do país.
Aparecem também, em figuras, nos presépios italianos, que muita gente faz, com imensos pormenores.
Na véspera de Natal, acendem-se velas e junta-se a família para a Ceia de Natal, que normalmente é peixe (que simboliza o jejum), mas podem ser de 10 a 20 pratos de peixe, todos diferentes!
Em Roma, o prato tradicional do Natal é o capitone, que é enguia frita grelhada, assada ou frita.
Mas também há os doces: o pannetone (que tem a massa tipo bolo-rei, mas maior e mais alto, sem buraco), o torrone (nougat) e o panforte (pão de gengibre feito com avelãs, mel e amêndoas).
As amêndoas e as nozes são quase obrigatórias, pois diz-se que trazem fertilidade à terra, às
pessoas e aos animais.
Em Roma, dantes, oferecia-se mel para que o novo ano fosse doce.
Durante muitas gerações era La Befana, quem trazia as prendas, no Dia de Reis, quando a quadra termina. Mas também há regiões em que é Santa Lúcia ou o Menino Jesus (Gesù Bambino).
Hoje, como em quase todo o lado, o Pai Natal (Babbo Natale) passou a ter esse encargo...

Inglaterra

Diz-se que o Natal em Inglaterra se celebra há mais de mil anos, e que já o rei Artur o celebrava, em 521.
Hoje, é uma festa muito importante que envolve toda a gente: coros cantam indo de casa em casa, ouve-se música, tocam sinos e representam-se cenas da Natividade.
A árvore de Natal não pode faltar e começou a ser colocada em todas as casas por volta do século XIX, juntamente com os ramos de azevinho e outras plantas verdes. Tudo fica decorado e iluminado.
Uma das árvores de Natal mais populares encontra-se em Trafalgar Square, em Londres. É uma oferta anual do povo da Noruega.
O rei Haakon teve de se exilar em Inglaterra quando a Alemanha ocupou o seu país, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Em todos os anos que lá esteve, o exército norueguês corria risco de vida para fazer passar uma árvore para o rei poder celebrar o Natal com uma árvore do seu país natal.
Desde aí, a Noruega agradece a Inglaterra com esta oferta.
Os ingleses, por gostarem tanto do Natal, têm imensos livros, músicas e histórias, que se lêem, cantam, contam e ouvem nesta altura.
A troca de prendas fica a cargo do Pai Natal (Santa Claus - de Saint Nicholas / São Nicolau - ou Father Christmas), que conta com ajudantes (que trabalham todo o ano para preparar as prendas todas para os meninos que se portaram bem) e as distribui num trenó puxado por oito renas, chamadas: Comet, Cupid, Vixen, Dancer, Prancer, Blitzen, Dasher e Donder.
O Pai Natal vive no Pólo Norte, e na Noite de Natal, à meia-noite, desce pela chaminé das casas e coloca os presentes nos sapatinhos.
Nunca ninguém o vê, mas deixam-lhe bolinhos e um copo de leite sobre a lareira para ele recuperar forças.

Índia

Na Índia a população é, na sua maioria, hindu e muçulmana, por isso, o Natal (uma festa cristã) não é celebrado oficialmente.
Mas na Índia também há cristãos, que respeitam e celebram esta festa religiosa, indo à missa e fazendo as refeições tradicionais, bem como juntando a família para o seu momento mais importante.
Fazem-se decorações de Natal nas casas, mas não se nota nada nas ruas. Sabias que a Árvore de Natal indiana é a bananeira ou então a mangueira, que dá mangas?
Por causa da influência britância na Índia, mantém-se uma tradição de dar prendas e maiores esmolas aos mais pobres durante esta quadra.

Holanda

Na Holanda, São Nicolau é Sinterklaas. Diz-se às crianças holandesas que vem de Espanha num barco a vapor, no seu dia (6 de Dezembro).
Na noite anterior, as crianças enchem os sapatinhos com feno e açúcar para o cavalo dele, para acordarem e os verem, de manhã, cheios de frutos secos e doces.
Por vezes, Sinterklaas aparece em pessoa, junto com o seu "assistente" Peter Negro. Pergunta às crianças que lhe digam se se portaram bem e pede que lhe recitem alguns versículos da Bíblia.
Os presentes trocam-se na véspera do dia de São Nicolau, a 5 de Dezembro, fazendo muitas surpresas divertidas, como por exemplo dar prendas pequenas em caixas enormes ou escondê-las.
Os habitantes de Twente, Denenkamp e Ootmarsum na zona este da Holanda, têm uma cerimónia em que anunciam o Natal com trombetas especiais (hoornblazen), feitas de madeira, com mais de um metro de comprimento, que dão um som muito grave.
Esta tradição tem mais de 2500 anos e vem do tempo em que se acreditava que o som afugentava os espíritos maus. A sua sonoridade é tal que, em noites frias, se ouvem a mais de quatro quilómetros. Quem as ouve, responde tocando também a sua.
De resto, como na maior parte dos países cristãos do mundo, as tradições são semelhantes, e, entre a missa, a árvore de Natal, as prendas e a alegria, tudo se torna muito parecido.

Grécia

A Grécia é um país cristão, mas ortodoxo, que é um dos ramos em que o Cristianismo se dividiu.
Na véspera de natal as crianças vão de casa em casa cantando kalanda (cânticos de Natal) e dão-lhes doces, frutos secos e prendas.
Tal como na Rússia, outro país cristão ortodoxo, jejua-se durante 40 dias e o Natal calha a 6 de Janeiro.
No jantar de Natal come-se um pão especial: christopsomo (pão de Cristo).
Há décadas, não se faziam árvores de Natal, mas hoje, em Atenas, há uma das maiores, com milhares de luzinhas que partes de cabos dos prédios em redor.
As casas benzem-se todos os dias durante os doze dias do natal ortodoxo para as proteger dos kilantzaroi, gnomos que descem pela chaminé e pregam partidas.
Diz-se que vivem debaixo da terra e que entram pelas chaminés. Fazem maldades como pendurarem-se nas costas das pessoas, azedar o leite, puxarem a cauda aos cavalos, entre outras.
Para os afastar nunca se apaga o lume durante a quadra do Natal.